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Bacia Hidrográfica

 
O município de Mauá se caracteriza por inúmeras nascentes e corpos d’água. Apesar disto, devido à forma desordenada pela qual se deu a ocupação do território, grande parte dos cursos d’água encontram-se contaminados por esgotos domésticos ou efluentes industriais, ou ainda por disposições irregulares de resíduos sólidos. Ocorre também que, à medida que se expandiu a malha urbana, alguns córregos foram canalizados em galerias, tendo sido ocupadas suas várzeas, chegando em alguns casos a haver recobrimento dessas galerias. Desta forma, o aproveitamento dos rios e córregos, do ponto de vista do lazer e como elementos estruturantes da paisagem, está muito comprometido.
 
A rede de hidrografia do município (mapa acima)  drena em direção a duas sub-bacias: a sub-bacia do Guaió e a sub-bacia do Tamanduateí, ambas integrantes da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.
 
A Bacia Hidrográfica do Alto Tietê é dividida em seis sub-bacias que drenam os principais rios da Região Metropolitana de São Paulo: Sub-bacia Cabeceiras, Sub-bacia Cotia-Guarapiranga, Sub-bacia Billings-Tamanduateí, Sub-bacia Juquery-Cantareira, Sub-bacia Jusante Pinheiros-Pirapora e Sub-bacia Penha-Pinheiros. O rio Tamanduateí compõe a Sub-bacia Billings-Tamanduateí.
 
O Tamanduateí, um dos rios mais importantes do Estado, tem suas nascentes na porção sudeste do município, próximo à divisa com o município de Ribeirão Pires, no Jardim Adelina. Apresenta extensão de 35 km, sendo 9 km em Mauá e deságua no rio Tietê, em frente ao Parque Anhembi, cortando a área central da cidade de São Paulo e sendo o principal canal de drenagem de grande parte da região do ABC. Na Sub-Bacia Billings-Tamanduateí, o rio Tamanduateí também se divide em outras quatro sub-bacias: Bacia do Tamanduateí Superior, na qual se insere o município de São Paulo, Bacia dos Meninos Inferior e do Couros, Bacia do Curso Superior e dos Meninos e Bacia do Tamanduateí Superior e Oratório que possui maior extensão e na qual se encontra sua nascente.
 
O rio Tamanduateí desloca-se inicialmente no sentido sul-norte, para em seguida cortar o município no sentido leste-oeste, percorrendo um vale aluvial, no qual recebe contribuições de numerosos córregos que percorrem os fundos de vales, drenando no sentido nordeste-sudoeste pela margem direita, e sudeste-noroeste pela esquerda, formando com o Tamanduateí um ângulo de 45º, numa formação dendrítica.
 
Como principais contribuintes da sub-bacia do Tamanduateí destacam-se, pela margem esquerda, os córregos Barroca/Pedra Branca e Taboão, que nascem respectivamente no Sertãozinho e no Jardim Primavera, ambos próximos à divisa com o município de Ribeirão Pires. O córrego Taboão recebe o Barroca na altura da Vila Assis Brasil, seguindo paralelo à Avenida Papa João XXIII, até desaguar no rio Tamanduateí, no Jardim Rosina. Ambos drenam o sul do município, seguindo em direção ao norte, recebendo além dos esgotos domésticos, efluentes de indústrias do Sertãozinho.
 
Ainda como contribuinte do rio Tamanduateí, o córrego Capitão João nasce na Vila Morelli, correndo canalizado em grande parte ao longo da ferrovia, até encontrar o rio Tamanduateí no Jardim Rosina.
 
Pela margem direita, o córrego Corumbê é o mais importante, drenando os bairros Alto da Boa Vista, Jardim Paranavaí, Vila Magini e Jardim Zaíra, na porção norte da cidade, até o Jardim Rosina.
 
A sub-bacia do Guaió no município corresponde à Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais. O rio Guaió caracteriza neste trecho a divisa com o município de Ribeirão Pires, a leste do município, percorrendo no sentido sul-norte, ocupando um vale para o qual drenam alguns córregos menores como o Boa Vista, a norte, o Bom Retiro e o Comprido, entre outros. Nesta área alguns rios vêm sendo utilizados por particulares para atividades de pesqueiro.
 
Caracteriza os corpos d’água da Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais o fato de ainda manterem suas características naturais, uma vez que, devido às restrições legais para ocupações, não ocorrem canalizações. Entretanto, não estão salvo das contaminações por esgotos domésticos que são despejados a céu aberto ou coletados em fossas. Ocorre também a contaminação do solo pela disposição irregular de resíduos sólidos que se concentram ao longo de avenidas movimentadas como a Estrada de Sapopemba e a Estrada do Carneiro.
 
É importante que sejam adotadas medidas no sentido de resgatar a razão destas nascentes e córregos, o que em muitos casos passa por medidas relativamente simples, como prover habitações próximas de ligações com a rede de esgoto ou de uma coleta eficiente de resíduos sólidos, conforme prevê o Projeto Sanear. Também é importante que nas intervenções urbanas sejam respeitados os cursos naturais destes corpos d’água e, se necessária a canalização, que esta se dê a céu aberto, com tratamento adequado de suas margens, de forma a manter ao máximo as características naturais de relevo e vegetação.
 
 
 
(fonte: MAUÁ. Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente. Caderno Ambiental. 2004)
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